prefiro celebrar o avermelhar duma maçã
ouvir a música fúnebre nas exéquias duma formiga
encher o balão arrebentado duma criança desapontada
do que comemorar o aniversário dum amigo
prefiro estorvar a assembleia dos autocratas
convidar uma meretriz para um jantar de gala
vestir a roupa do inocente de boca rota
do que cerimoniar com o rigidez da morte
prefiro encanar todo o salgado do mar
esfarrapar os meus joelhos nas mais picantes urzes
falar com o velho ermita quando me assalta a viuvez
do que pinchar no soalho abluído para o noivado
prefiro ainda corar quando me olha uma pândega
chorar com o amigo assaltado pela confusão
rir quando a desventura é a vontade do grémio
do que ser ovelha e obter novelo de lã como prémio
ferool: França, publicado no Livro II
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3 comentários:
não quero partir
porque não há chegada,
a ponte do sonho caiu,
sem margens
a minha rota
atravessa o suor
de gaivotas poisando,
pétalas de sorrisos
sugam-me os lábios
salpicando o meu rosto,
és uma flor ?
pergunta-me o vento,
não, não sou nada,
quero ser o mar
simplesmente,
poetaeusou
Uma bela semana pra você...
Abraços
PERFEITO!
Cumprimentos
Obrigado camaradas.
fernando
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